Hegemonia Masculina e Protagonismo Feminino nas lutas populares

reflexões à luz da experiência do Movimento das Comunidades Populares

Autores

Palavras-chave:

Movimento Social, Movimento das Comunidades Populares, Feminismo, Patriarcado

Resumo

O sectarismo masculino é comum a muitos grupos políticos supostamente mais radicais, marcados pela dureza no trato. Este tipo de ambiente de militância, tende a repelir as mulheres, que já vivenciam a violência masculina em seus cotidianos. Com origens na esquerda católica, o Movimento das Comunidades Populares possui uma estratégia política que busca difundir as “Comunidades Populares” como gérmens de um mundo novo. Nessas comunidades, mesmo sem uma discussão formal de gênero, desenvolvem uma metodologia de trabalho que abre espaço para o protagonismo de mulheres em regiões de periferia como favelas e áreas rurais empobrecidas.

Biografia do Autor

Mariana Affonso Penna, Instituto Federal de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil, mariana.penna@ifg.edu.br

Doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente é professora Instituto Federal de Goiás.

Referências

Boletim das Comunidades Populares, nº 1, Jan. 2005, Digitalizado a partir de material consultado na sede do MCP, na Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, 2012, 51 páginas.

Boletim do Setor Jovem do MCL, nº 3, Junho de 1996, 20 páginas. Documento digitalizado a partir de material consultado na sede do MCP, na Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, 2012;

Dia das mães ou dia da família?" In Jornal Voz das Comunidades, ano 3, nº 6, junho de 2008, Seção Família, p. 5.

ENGELS, Friedrich. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974.

Estratégia nº 2”, janeiro de 2006. 40 páginas. Documento digitalizado a partir de material consultado na sede do MCP, na Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, 2012.

História do Movimento – MCL (1990-2002). [Data provável: 2002], p. 20. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, 26 páginas.

Histórico da CTI. [Data provável: meados da década de 1990], 13 páginas. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

CHESNEAUX, Jean. Devemos fazer tábula rasa do passado? Sobre a história e os historiadores. São Paulo: Ática, 1995.

HOOKS, Bell. Love as the practice of freedom. In: Outlaw Culture. Resisting Representations. Nova Iorque: Routledge, 2006, p. 243–250.

Juventude Agrária Católica. “Programa da JACF 1964-1965”. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

KAUFMAN, Michael. Las siete P’s de la violencia de los hombres. International Association for Studies of Men, v. 6, n. 2, p. 6-9, 1999.

LÖWY, Michael. La cage d'acier: Max Weber et le marxisme wébérien. Paris: Stock, 2013.

LUCCHETTI, Angela Neves et al. “História e Organização de Jovens Camponeses Cristãos (1947-1972)”. Rio de Janeiro: Abrace um Aluno Escritor, 2012.

Movimento das Comissões de Luta. “Boletim do Setor Jovem do Movimento das Comissões de Luta”, nº 3, Junho de 1996. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

Movimento das Comissões de Luta. “História do Movimento das Comissões de Luta.” (Data provável: 2002). Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

Movimento das Comissões de Luta. “Histórico da CTI.” (Data desconhecida, possivelmente da década de 1990). Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

Movimento das Comissões de Luta. “Roteiro AN 90, Setor Mulher”, p. 3 (p. 48 da parte 2 do roteiro total). Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

Movimento de Evangelização Rural. “Documento ‘Ação Cultural’. 1969. Documento fundador do movimento, no qual, baseados em uma palestra de Paulo de Tarso Santos, eles elaboram a primeira proposta metodológica de atuação do Movimento de Evangelização Rural. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

Movimento de Evangelização Rural. “Estudo do Método”, 1974, p. 7. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

PENNA, M. A. "À procura da comunidade perdida": histórias e memórias do Movimento das Comunidades Populares. Tese de Doutorado, UFF, 2016.

Programa da Juventude Agrária Católica Feminina. Ano 1964-1965. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, p. 17.

REICH, Wilhelm. Psicologia de Massas do Fascismo. São Paulo: Martins Fontes, 1988.

REICH, Wilhelm. O Que é a Consciência de Classe? Lisboa: Textos Exemplares, 1976.

REIS, Íris Maria Salazar. Entrevista concedida à Autora em 21 de setembro de 2012 na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia. Duração de 1 hora, 23 minutos e 36 segundos.

Relatório do encontro nacional de “Estudo do Método”. 1974. 16 páginas. Documento digitalizado a partir de material consultado na sede do MCP, na Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia, 2012.

Roteiro AN 90, Setor Mulher, 1990, 86 páginas. Arquivado na sede da Comunidade Popular Sítio Matias, em Feira de Santana, Bahia.

VIRGENS, Terezinha Silva das. Entrevista concedida à Autora em 27 de agosto de 2012, em Feira de Santana, Bahia. Duração de 54 minutos e 38 segundos.

Downloads

Publicado

2025-01-27

Como Citar

Affonso Penna, M. (2025). Hegemonia Masculina e Protagonismo Feminino nas lutas populares: reflexões à luz da experiência do Movimento das Comunidades Populares. Revista Caliandra, 4(1), 59–78. Recuperado de https://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/90