https://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/issue/feedRevista Caliandra2025-01-27T00:00:00-03:00Associação Nacional de História - Seção Goiás.caliandra.anpuhgo@gmail.comOpen Journal Systems<p>CALIANDRA é uma revista de ´publicação anual (a partir de 2025) que pretende divulgar trabalhos de várias pessoas que se dedicam ao processo de construção do conhecimento histórico numa perspectiva plural, democrática e dialógica. Para isso, contempla tanto artigos científicos quanto outros tipos de produções que resultam de vivências e práticas nas diversas esferas sociais: escolas, museus, praças, institutos, grupos de trabalho, dentre outros espaços de sociabilidade em que os saberes históricos permeiam as interações entre diferentes sujeitxs.</p>https://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/98A uberização da classe trabalhadora2024-08-15T11:15:49-03:00Amanda Milhomem Silvaamandamilhomem1@gmail.com<p>Este artigo foi elaborado com base nos resultados do trabalho de conclusão de curso desenvolvido para o curso de Licenciatura em História do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás intitulado <em>“ Trabalhadores livres como pássaros? : Um estudo de caso da greve dos entregadores de aplicativo nos anos de 2020/2021 e a formação de uma nova classe trabalhadora diante da experiência da precarização”.</em> O objetivo inicial foi realizar uma análise introdutória do novo modelo capitalista de acumulação flexível, compreendendo a hegemonia neoliberal e o impacto no mundo do trabalho, sendo perceptível o surgimento de formas de empregos precários e o acirramento da exploração dos sujeitos que toma novos contornos com as tecnologias digitais e informacionais. O foco é permear os movimentos que aconteceram durante o período pandêmico chamados “breques” dos aplicativos, mobilizações diversas de trabalhadores plataformizados buscando regulamentação, condições de trabalho e direitos mínimos para a categoria. Por fim, utilizando o conceito de classe proposto por E.P Thompson, analisar se é possível compreender este movimento como uma precipitação da formação de uma nova classe trabalhadora, haja vista a experiência coletiva da precariedade e exploração.</p> <p> </p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/97O coletivismo, a política e a religiosidade no caso da Santa Dica de Goiás2024-09-04T15:04:13-03:00Eduardo José de Alvarengaeduardo_alvarenga2@hotmail.com<p>Benedita Cipriano Gomes, mais conhecida como a Santa Dica de Goiás, foi uma importante figura feminina, nascida na área rural de Pirenópolis (cidade do interior de Goiás), que se tornou uma influente líder religiosa local, acumulando prestígio e poder político entre os trabalhadores rurais da sociedade goiana da década de 1920. O crescimento de seu poder chamou atenção (e criou temor) em parte dos coronéis (latifundiários) locais. A desconfiança se deveu ao fato de que o movimento messiânico que se formou ao seu redor ter extrapolado a adoração religiosa, se configurando como um movimento com objetivos políticos e com uma dimensão social coletivista, iniciando uma transformação na organização social aos arredores da fazenda Mozondó - através de um processo de utilização coletiva de terras de posse de sua família e da imposição, aos fazendeiros, da diminuição dos dias de trabalho semanais cobrados de seus trabalhadores. Sua influência sobre os trabalhadores pobres, suas ações políticas e coletivas em relação à função da terra lhes valeram o apelido de “Lenin do sexo diferente”. Este trabalho pretende primeiro demonstrar o desenvolvimento dos estudos que já foram feitos sobre o cunho messiânico do movimento de Dica; e em segundo: articular o movimento de Dica com a teoria dos movimentos sociais. Para fazer isso, examinaremos os objetivos construídos coletivamente por esse grupo de pessoas, a sua dinâmica de organização e mobilização (o que inclui a função da religião em sua formação). Por fim, analisaremos a validade da alcunha “Lênin do sexo diferente”, usada para adjetivar Dica.</p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/61Movimento social messiânico2024-07-06T18:30:52-03:00Leticia Queiroz Silvasilvaleticiaqueiroz@gmail.com<p>O intuito aqui é analisar o movimento social messiânico de Canudos e o seu líder religioso, Antônio Conselheiro. O movimento messiânico de Canudos foi objeto de diversos estudos que mostram diferentes interpretações sobre o conflito, pesquisas que vão desde a perspectiva euclidiana até as ideias que divergem em muitos aspectos desse pensamento. Muitas delas se debruçam em compreender a figura de Antônio Conselheiro, líder religioso do movimento, sujeito de fundamental importância para os acontecimentos em torno da comunidade messiânica de Belo Monte. Esse trabalho busca compreender a figura de Conselheiro, assumindo como fonte principal os seus escritos “Prédicas aos canudenses e um discurso sobre a república”. A partir daí refletiremos acerca de como uma forma religiosa de visão de mundo dialoga com a realidade material vivida por ele e ganha corpo político manifesto em sua liderança na região de Canudos.</p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/90Hegemonia Masculina e Protagonismo Feminino nas lutas populares2024-07-09T17:55:41-03:00Mariana Affonso Pennamariana.penna@ifg.edu.br<p>O sectarismo masculino é comum a muitos grupos políticos supostamente mais radicais, marcados pela dureza no trato. Este tipo de ambiente de militância, tende a repelir as mulheres, que já vivenciam a violência masculina em seus cotidianos. Com origens na esquerda católica, o Movimento das Comunidades Populares possui uma estratégia política que busca difundir as “Comunidades Populares” como gérmens de um mundo novo. Nessas comunidades, mesmo sem uma discussão formal de gênero, desenvolvem uma metodologia de trabalho que abre espaço para o protagonismo de mulheres em regiões de periferia como favelas e áreas rurais empobrecidas.</p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/96"Os Meninos do Césio"2024-07-06T20:02:21-03:00Max Cavalcante de Almeidamaxcaal_@hotmail.com<p><span class="TextRun SCXW11250566 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW11250566 BCX0"> Apesar de sua dimensão, observa-se na atualidade um tímido retorno às discussões em relação ao acidente com o Césio-137 em Goiânia, o silêncio que permeia a tragédia parte de uma construção sistematizada pelo Estado. Observa-se também que os efeitos do acidente perduraram por anos, construindo diferentes percepções, sendo aqui analisando por meio de relatos de um grupo denominado “Os Meninos do Césio”, crianças que anos posterior ao acidente residiam próximos dos principais pontos envolvidos no acidente. Observa-se que, conforme as políticas de apagamento foram sendo bem-sucedidas, há um enviesamento da memória da população. Em contrapartida, as pessoas que vivenciaram a tragédia em diferentes escalas, convivem ainda hoje com diversas questões resultante do acidente de 1987 com o césio-137.</span></span><span class="EOP SCXW11250566 BCX0" data-ccp-props="{"134233117":false,"134233118":false,"201341983":0,"335551550":6,"335551620":6,"335559738":240,"335559739":240,"335559740":240}"> </span></p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/69Dos monumentos da barbárie aos monumentos da libertação2024-12-09T10:58:53-03:00Pablo Pamplonapablopamplona@gmail.comDiego Plácidodiego_placido@outlook.comLuis Galeãoluisgaleao@usp.br<p style="line-height: 150%; page-break-inside: auto; orphans: 2; widows: 2; margin-bottom: 0cm; background: transparent; page-break-after: auto;" align="justify"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">As disputas de memória são demarcadas a todo momento na cidade e participam de uma antiga luta contra o colonialismo. Neste ensaio, recuperamos dois casos em São Paulo de estátuas situadas nessa disputa: o Borba Gato e o touro dourado da B3. P</span></span><span style="font-variant: normal;"><span style="color: #000000;"><span style="text-decoration: none;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="font-style: normal;"><span style="font-weight: normal;"><span style="background: transparent;">ropomos uma ampliaç</span></span></span></span></span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times New Roman, serif;">ão do conceito de “monumento da barbárie” para compreender como as injustiças sociais se acumulam e se naturalizam na cidade. Em oposição à barbárie, introduzimos o conceito de “monumento da libertação” para representar as obras das lutas populares, e apresentamos o caso do Hospital M’boi Mirim, uma conquista de lutas da zona sul de São Paulo. Os monumentos da libertação não são reconhecidos como tais, mas podem adquirir um novo significado pelo trabalho de memória e transmissão. Em forma de apontamentos conclusivos, argumentamos que o fazer científico pode contribuir na desnaturalização das formas de injustiça que se reproduzem na cidade.</span></span></p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandrahttps://anpuhgoias.com.br/revista/index.php/caliandra/article/view/111Apresentação2025-01-10T13:58:27-03:00Mariana Affonso Pennamariana.penna@ifg.edu.brPablo Pamblonapablopamplona@gmail.com<p>Apresentação do dossiê.</p>2025-01-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Caliandra